Projets - 13 de Abril de 2016

pt - Experiencia da luta pela Agua em Umburanas, Bahia. Brasil


Quando a Comunidade Missionaria chegou ao Sertão da Bahia em 2001, nesse período, um sistema de água acabou de ser inaugurada dois meses antes na cidade de Umburanas. O povo ficou alegre porque a maioria não tinha acesso a água potável dentro das suas casas. O sistema que foi implantado. Mas, para nossa surpresa, seria controlada por pessoas ligadas à Prefeitura, uma pequena empresa denominada EMSAAU (Empresa Municipal de Saneamento e Água de Umburanas). A empresa era composta por 3(três) pessoas, incluindo o filho e o primo do Prefeito. No primeiro ano, tudo deu certo e as famílias pagaram a nova empresa de água periodicamente uma taxa por mês. O sistema custou caro aos cofres públicos, porque foi necessário usar um dessalinizador de grande porte pela presença de alto nível de sal na água. Esta água vem de uma fonte distante 31 quilômetros do Município.


Depois de um ano, o processo de dessanilização apresentou falhas, deixando o nível sal alto na águatornando-a inviável para consumo humano. O sistema não resolver o problema de abastecimento, deixando a população sem abastecimento. Mesmo assim a empresa continuou realizando a cobrança das taxas com aumento. Sem acesso a água e com o decorrente aumento, os mais pobres não tiveram como arca com as despesas e, por consequênciao corte no fornecimento de água. Ficaram aproximadamente 60% das famílias pobres sem água nas suas casas. A crise apertou Fazer o que diante dessa situação?


Um grupo de pessoas e representantes missionários organizou uma audiência publica e foi criada uma Comissão de Água. Foram promovidos diálogos com todos os setores ligados a questão da água, incluindo o Prefeito, os diretores da Empresa, e a Câmerados vereadores. Os mesmos afirmaram que os problemas relacionados ao abastecimento e qualidade da água não poderia ser resolvidos por estas instancias. Foram realizadas várias manifestações nas ruas contra a privatização da agua publica, mas a maioria da população não participou por medo de retaliações por parte do Prefeito. Foi uma luta constante, difícil e árduo durante 5 anos, sem muito sucesso. Representantes da Câmera de vereadores fizeram tudo para minar as esperanças do trabalho que estava sendo realizado. Por fim, Comissão de Água articulou com o Bispo da Arquidiocese de Salvador uma reunião com chefe do Setor dos Recursos Hídricos do Estado com responsabilidade.


Chegando ao Setor de Recursos Hídricos em Salvador, depois de nove horas de viagem em estradas péssima, O responsável não encontrava –se naquele momento, pois havia viajado. A Comissão ligou para obispo que nos recebeu logo no dia seguinte para uma reunião. Dormimos todos no sindicato. Foi pedido ao Chefedo setor dos Recursos Hídricosfecharem a empresa privada e colocar o sistema como agua publica, sob a gestão do Estado. O chefe não concordou. Conseguimos uma reunião com o Governador do Estado da Bahia, e depois desta reunião ele liberou 310,000 reais para a reforma do sistema da água, mas não concordou em acabar com a privatização da agua publica.


O sistema melhorou por um tempo, mas, a luta continuou contra a privatização da agua publica. Após o encontro com o governo, recebemos visita técnicasdepesquisadores especialistasem manuseio e tratamento de água de Umburanas, todos filiados ao PT. E assim que finalmente o novo governo do Estado acabou assumindo o sistema de água. Graças a Deus, melhorou muito a situação, e as experiências contribuíram na formação da consciência do trabalho em comunidade de luta conjunta. Ao mesmo tempo, muitos dos povoados do Município estavam sem água potável.


As missionarias ouviram falar na Diocese de um Programa de Construção de Cisternas. Abraçaram este programa de corpo e alma. Foi assim que foram desenvolvidos muitos mutirões de famílias, que construindo mais de 1,500 cisternas juntos. Elas trabalharam voluntariamente nos mutirões e com recursos internacionais foram comprado os materiais. Estes mutirões construíram uma base nas comunidades que depois, possibilitou o envolvimento em outrasáreas de promoção social de justiça paz. Quando terminou a construção de cisternas em cada povoado, uma celebração de ação de Graças foi realizada, onde cada família com uma cisterna recebeu um benção.


 


Ir. Bride COUNIHAN e Comissão JPIC -Brasil